quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Microconto da vida ordinária: Zefa anda preocupada com a sua Xana…

Microconto da vida ordinária: Zefa anda preocupada com a sua Xana. Ouviu, atrás do muro, que o seu vizinho Varti pretende comê-la na noite de Natal. Saiu correndo para o quarto, perfumando-se cantarolava: A carne é fraca! A do boi está cara! Preciso salvar a gata!

domingo, 1 de dezembro de 2019

Zé Geraldo

Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar.
Foi um tempo de aflição,
Eram "quatro condução",
Duas pra ir, duas pra voltar.
Hoje depois dele pronto,
Olho pra cima e fico tonto,
Mas me chega um cidadão,
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido,
Vou pra casa entristecido,
Dá vontade de beber.
E pra aumentar o meu tédio,
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer.
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá.
Lá eu quase me arrebento,
Pus a massa, fiz cimento,
Ajudei a rebocar.
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente Pai, vou me matricular.
Mas me diz um cidadão:Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar.
Esta dor doeu mais forte,
Por que que eu deixei o norte?"Eu me pus a me dizer" ...Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava Tinha direito a comer.
[...]
(Zé Geraldo)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O conhecimento

O conhecimento
caminha lento feito lagarta.
Primeiro não sabe que sabe
e voraz contenta-se com o cotidiano orvalho
deixado nas folhas vividas das manhãs.
Depois pensa que sabe
e se fecha em si mesmo:
faz muralhas,
cava trincheiras,
ergue barricadas.
Defendendo o que pensa saber
levanta certezas na forma de muro,
orgulhando-se de seu casulo.
Até que maduro
explode em vôos
rindo do tempo que imaginava saber
ou guardava preso o que sabia.
Voa alto sua ousadia
reconhecendo o suor dos séculos
no orvalho de cada dia.
Mesmo o vôo mais belo
descobre um dia não ser eterno.
É tempo de acasalar:
voltar à terra com seus ovos
à espera de novas e prosaicas lagartas.
O conhecimento é assim:
ri de si mesmo
e de suas certezas.
É meta da forma
metamorfose
movimento
fluir do tempo
que tanto cria como arrasa
a nos mostrar que para o vôo
é preciso tanto o casulo
como a asa.
MAURO IASI

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Historicizando! A história na sua mão!

Historicizando! A história na sua mão!


Existe uma maneira muito fácil para entender um acontecimento histórico. Basta você olhar para a sua mão! Com o polegar você vai lembrar que todo fato histórico tem um local e uma data específica; com o dedo indicador você vai lembrar que existe os envolvidos na história; O dedo médio te faz pensar os episódios que envolveram este acontecimento; O anelar te faz pensar sobre as causas que caracterizam um fato; O dedo mínimo nos faz pensar sobre quais as consequências deste fato. Assim, para ficar mais didático, quando você for pensar sobre a independência do Brasil, por exemplo, lembre-se que ela ocorreu em um determinado tempo-espaço, teve envolvidos que criaram episódios cuja as causas se desdobraram em consequências. Contextualizando um fato histórico, você nunca mais esquece o que aconteceu! Fica essa dica para quem quer entender a história do Brasil e a história do mundo!

sábado, 23 de novembro de 2019

Esta manhã

Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça. (Ana Jácomo)