quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Microconto da vida mundana: artista de rua

Microconto da vida mundana: O artista de rua, humorista do dia cantarolava no semáforo hoje pela manhã... no Brasil maconha vende como pamonha, a canabis no Canadá, nem cana dá!

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Microconto da vida mundana: KKK

Microconto da vida mundana: acordou tarde e não foi trabalhar. Decidiu ir para o bar do Pescoço, ouvir música brega, beber cachaça e comer torresmo. Envolveu-se em uma treta...Espancado,com a boca cheia de sangue, tenta retomar os sentidos...Todavia, só se lembra das letras estampadas nas camisetas dos 3 caras que o surraram...KKK.

sábado, 13 de outubro de 2018

Uma homenagem para os imortais professores que vivem em nós

Semeando histórias... Colhendo vivências
Crônica Dia dos Professores

"Ensinar
é um exercício
de imortalidade.
De alguma forma
continuamos a viver
naqueles cujos olhos
aprenderam a ver o mundo
pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais..."

Dia 15 de outubro é uma data marcada para lembrarmos de nossos professores! É um momento mágico que nos faz voltar ao tempo e perceber o quanto estes profissionais foram importantes para as nossas vidas. Verdadeiros andaimes na construção de nossos saberes e conhecimentos e que de alguma forma nos instigaram a buscar possibilidades, almejando um futuro melhor! Acredito que, assim como eu, vocês vão se lembrar de alguns professores que marcaram presença no nosso crescimento moral, pessoal e intelectual.
A primeira escola que frequentei em Pompéia foi a Escola Estadual de Primeiro Grau Dr. José da Cunha Junior, o popular Grupão. Estudei ali na década de 1980, onde fiz muitos amigos e aprendi a ser gente com meus professores. Minha primeira professora foi a d. Ivani Cattai, no jardim de infância. Ela deu aula durante pouco tempo e se transformou em nossa diretora. Sendo assim, foi substituída pela d. Cynéa, a mulher do Mauro Soldado. Na pré-escola, tive aulas com a d. Luzia que me ensinou, entre outras coisas, a abotoar camisas e amarrar os cadarços dos sapatos.
Quando entrei no Primário, algumas mudanças ocorreram, o uniforme, por exemplo, deixou de ser a camiseta branca e o shorts vermelho para calça azul com camiseta branca. Lembro-me que quem usava camisa podia adquirir o brasão da escola e costurar no bolso esquerdo. A mobília também mudou, da mesa coletiva passamos a usar carteira individual. Formávamos filas no pátio para cantar o hino nacional e somente depois adentrávamos nas salas.
Na primeira série, tive aula com a d. Maria Helena Villadangos. Ela sempre usava sandálias com salto alto, o que a tornava uma gigante para nós. Foi ela quem me alfabetizou e me lembro como se fosse hoje do dia que recebi o meu primeiro livro, o qual foi uma certificação de que eu já sabia ler. Na segunda série, tive aulas com a d. Lourdes Pinotti. Ela era muito séria, mas tinha um abraço aconchegante. Na terceira série, tive a experiência de ter dois professores ao mesmo tempo, a d. Neuza Beato, que nos recebia com um sorriso sempre estampado em seu rosto, e a d. Vera Mahamud, que possuía um olhar profundo que nos passava uma tranquilidade imensa.
Na quarta série, a criançada falava que era o ano mais difícil! Tive aulas de matemática com a professora Ignês Barros, que nos cobrava saber todas as tabuadas na ponta da língua e nos ensinou alguns passos das contas de multiplicação e de divisão. Dona Odaia foi a professora de português. Ela exigia uma letra impecável e tinha uma técnica espetacular para nos ajudar a fazer descrição: colocava cartazes na lousa e tínhamos que escrever nossos textos. Lia os textos de cada aluno e pedia para ser refeito até que ficassem do jeito que ela achava melhor. Haja borracha!
Quando fui para o Ginásio parecia que o mundo tinha virado de pernas para o ar... fomos estudar nos andares superiores, as aulas eram de cinquenta minutos, um monte de professores e várias disciplinas. Me sentia muito importante em poder usar caderno grande com espiral. Ganhamos a liberdade de criar nossas próprias capas de cadernos. Inconscientemente havia uma certa competição entre os alunos em busca da capa perfeita. Muitas musas da Playboy estiveram nos acompanhando durante esses anos, estampadas em nossos cadernos!
Tive aulas de geografia com a d. Bete Cassaro, que também ministrou as disciplinas de Educação Moral e Cívica e de OSPB... A d. Cidinha Bertoni foi a professora de matemática e até hoje calculo os juros do cheque especial com a fórmula que ela ensinou... Educação artística foi dada pela d. Lígia Chicarelli, lembro-me dela nos apresentando a música Aquarela, do Toquinho e Rancho Fundo, do Chitãozinho e Xororó, bem como nos cobrando as margens no caderno de desenho... D. Keiko foi a professora de inglês. Na 7ª série ela fez um trabalho sobre os EUA, que durou o ano inteiro e na 8ª teve a famosa lista dos verbos irregulares... O Chuveirão era o professor de educação física e tinha vários bordões, sendo o mais famoso "o senhor é bobo, é?!"... D. Leila entrou no lugar dele, e foi quando começou a ter aulas de ed. física juntamente com as meninas... Em ciências, tive aulas com a d. Ademildes, que possuía um jeito todo diferente de corrigir provas, além de ter me despertado para conhecer a incrível máquina do corpo humano... Não dá para não pensar na d. Kahori sem lembrar de como ela nos instigava a ler. Ela era muito além do seu tempo... nos apresentou a série Vagalumes, livros do Pedro Bandeira, clássicos como Vidas Secas, de Graciliano Ramos e nos desafiou a montar a peça de teatro Os Saltimbancos. Por incrível que pareça até hoje sei as falas do Jumento!... Foi a d. Rose que me inspirou a ser professor de História... suas explicações me faziam deslocar no tempo, em um piscar de olhos saia de Pompéia e era capaz de chegar à Pompéia da Roma Antiga. Simplesmente maravilhoso!
Em 1990, fui fazer o Colegial na escola Cultura e Liberdade, o famoso Cene. Uma parte dos meus amigos foi estudar em Marília e a outra foi fazer o colegial noturno. A mudança de escola não foi nada fácil, uma vez que tudo era novidade... o prédio, os amigos, os funcionários, e até os professores. Lembro-me que no primeiro dia de aula, fui até a direção conversar com d. Sueli Marino, que confirmou minha matrícula também no curso noturno do técnico em Contabilidade. Confesso que foi um baque... iria estudar de manhã e à noite!
Foram meus professores neste período: o Théo, de matemática, que me apresentou a famosa equação de 2º grau... a Norma, professora de Português, que me ajudou a fazer textos dissertativos... a d. Zilda Toniollo, que tinha uma voz suave e não me esqueço de suas aulas de genética. Também não posso me esquecer da Heloísa, filha do seu Hélio, que também me deu aula de Biologia... Sandra e Ilda, professoras de geografia e o Cassaro, de História... Idraci, a professora de química, Soninha de inglês e a Simone de psicologia... O Ivan era o professor de educação física , quando eu estava no 2º colegial, ele fez um campeonato de vôlei no qual a bola podia pingar uma vez no chão. Todos os meninos adoraram!... A Shizuka, foi a professora de educação artística, em uma de suas várias atividades, ela me fez cantar e tocar um instrumento ao som de Garota de Ipanema. Que sufoco!
No curso de Contabilidade conheci uma outra realidade, a dos alunos que trabalhavam de dia e estudavam a noite. Foi uma experiência muito rica entre alunos de diversas idades e realidades. Graças a versatilidade e competência dos professores, construímos uma relação de busca de conhecimento coletivo, por isso gostaria de agradecer aqui: Cabrera, Vanderlei, Zé Carlos, Cacilda, Leozinho, Rubens Chicarelli por me ajudarem a realizar leituras de mundo tão diferentes.
Imortalizados por nós, os professores fazem parte de nossas vidas. Como é bom poder voltar ao tempo e perceber o quanto fomos cuidados, orientados e capacitados por essas pessoas que nos fizeram tão bem. Um salve para meus professores do passado! Parabéns aos educadores do presente! Rogo para que todos os docentes continuem a fazer a diferença para seus alunos! Feliz 15 de outubro!!!

*Escrito por Fabio Augusto e publicado no blog: sementesdementes.blogspot.com*

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Crônica: Dia das Crianças


Semeando histórias... Colhendo vivências 
Crônica Dia das Crianças      
Criança feliz, feliz a cantar, alegre embalar, seu sonho infantil... Quem tem uma criança viva dentro de si, com certeza saberá cantar essa canção. É com esse sentimento de recordação que quero te convidar a voltar a ser criança na Pompéia de 1970 a 1990.
Tempos bem vividos com muita inocência, quase nenhuma maldade e muita peraltice. Para pensarmos juntos, vou eleger aqui uma tríade que vai atiçar ainda mais nossa memória: a bola, a bicicleta e a rua!
A bola tinha um papel quase sagrado em nossas vidas.  Tudo parecia girar em torno dela... União, combinados, acertos e desafetos. As meninas jogavam queima e vôlei, já os meninos sempre futebol! Seja nos campos, quadras, terrenos, muros, portões e em todo espaço no qual poderia se imaginar um gol, a bola rolava... Rezava uma sabedoria popular, que a bola tinha que ser de capotão, porque as outras davam água nos joelhos... Deus nos livre!
A bicicleta era nosso grande meio de transporte, nos levando para as aventuras mais radicais. Havia duas marcas principais: Caloi e Monark. As meninas usavam a Ceci, os meninos tinham mais opções de modelos, a Monareta, a Berlineta, Cross e a Barraforte. A minha era totalmente modificada, tinha guidão de DT, a manopla era de espuma, o banco era de plástico sem molas, tinha pedaleiras, a rabeira era levantada e a maçaneta entortada, o que facilitava para empinar. Andávamos por Pompéia inteira!
A rua era onde acontecia de tudo. A alegria, o choro, os desafios, as conquistas, as derrotas, os encontros, as trocas, enfim, a tão falada hoje, sociabilização. Eu morava na rua Rio Grande do Norte, ao lado da delegacia, um local com grande concentração de moleques, uma vez que era permitido jogar futebol na quadra da cadeia. Ao longo do dia, saia grandes rachões, campeonatinhos, rebatidas e gol a gol! Nós fazíamos a festa!
 Descendo a rua Washington Luís, logo abaixo do bar do Alemão, tinha, a esquerda, a rua Particular e a direita a rua Luíz Melges, popularmente conhecida como rua Circular, onde ficava a casa do seu Gabriel, aquele que vendia peixinhos coloridos para aquários. Ali também era ponto de encontro da criançada! Na mesma rua, onde hoje tem a pista de skate, tínhamos um campo de futebol e um time formado, com direito até a um nome, o Buracão Futebol Clube.
 Na rua de cima, a rua do Grupão também foi um espaço de diversão, ficávamos ali, na frente da casa da Lila, do Badona e entre elas na rua do Beato. Um dia, silenciosamente contei, havia 18 moleques. Brincávamos de bétia, esconde-esconde, pé-na-lata, além de muitas conversas e, claro, várias zoações! Perto dali, tinha a praça do Fórum, onde também ocorria grandes clássicos futebolísticos entre a garotada, além de corridas de bicicletas!
Um outro local de concentração da criançada, era a rua que terminava na Jacto, passando pela pracinha das Mães e pela praça das Bandeiras. Gostava de andar de bicicleta ali, principalmente, porque passava em frente a casa do anão, onde sempre esticava meu pescoço para tentar ver se a mobília era igual a dos 7 anões do desenho da Branca de Neve. Na minha cabeça, o único horário que eu não podia andar naquela rua era durante a saída da Jacto, o nem mais nem menos, o tradicional e preciso 17:18hrs!
Um pouco mais longe de casa, mas que também recebia minhas visitas, era a rua Brasília para ver se conseguia bater uma bolinha na chácara dos Colabonos. Além dessa, outras ruas eram locais de reunião entre a garotada, sendo elas: a rua Quintino Bocaiuva que ligava o cafezal do Borrasca à praça do Velório; a rua Eliseu Borsari que chegava até a Santa Casa, passando pelos fundos do Colégio das Irmãs. O pessoal dali estudava no Grupinho e adorava soltar pipas; no Núcleo Bandeirantes, a molecada se reunia próximo ao campinho de areia, perto do parquinho e na rua Japão. Atrás da Prefeitura, ao redor da chácara da Brudden, também tinha muita criançada!
Quando me mudei para perto da Igreja, eu já tinha 13 anos e comecei a explorar novos espaços. Foi nessa época que eu descobri a rua mais longa de Pompéia, não me recordo do nome, mas ela começava no final do clube JK, onde hoje é o Recinto, passava ao lado do campo de malha, perto do bar do Juquinha, passava pelo bebedouro da Dinol, pela Unifibra, pela chocadeira, pela Sanisplay, pelo barracão do Uemura, pelo Sesi, pelas jardineiras do Faléco, pela creche e chegava, finalmente, na estrada que levava para Novos Cravinhos! Vocês conseguem imaginar a quantidade de crianças brincando nessa rua?
Recordando esse passado, percebo o quanto fui feliz na minha infância, junto dos meus irmãos e amigos. Espero que as crianças que vivem em Pompéia hoje, cresçam em graça, sabedoria e amor, usufruindo de tudo que a cidade possa oferecer! Feliz Dia das Crianças!!!

*Escrito por Fabio Augusto e publicado no blog: sementesdementes.blogspot.com*

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Semeando histórias... Colhendo vivências - Flanando por uma Pompéia de 30 anos atrás


Crônica: Flanando por uma Pompéia de 30 anos atrás

O que leva uma pessoa a pensar no passado? Saudades, respeito, lembranças, homenagens, nostalgia, identidade? Tudo junto e misturado com a possibilidade de comemorar a vida e suas histórias.

Nasci em Pompéia, em 1975, para sair aos 18 anos em busca de novos saberes, desafios e descobertas. É exatamente esse recorte temporal que vou fazer por aqui, para brincar com meus pensamentos, flanando por uma Pompéia que me deixou boas recordações.

A Pompéia do Grupão, do Cene, do Grupinho, da Fundação, da praça de cima, da praça de baixo, da praça do Fórum, da praça das Mães, da praça das Cerejeiras. Da Recreativa, do JK, do Campão, do Panelão, da rodoviária velha, da estação ferroviária, do antigo cinema, da Radio Central, do parquinho da FEPASA e da Popular Velha, da igreja Matriz.... Tantos locais, tantas histórias!

Uma Pompéia dos Jogos da Primavera, do carnaval de rua com a presença das escolas de samba do Monteiro, do Pezão e do Pelé, dos bailes de carnaval, das brincadeiras dançantes com a Kactus Discoteque, do baile do Havaí, da Festa do Peão no Campão e no recinto, dos desfiles do 7 de Setembro pelas ruas centrais e das formaturas do tiro de guerra, das festas juninas nas escolas, das quermesses na praça... Eventos memoráveis!

De uma cidade cheia de sons... Do badalar do relógio da Igreja, do apito do trem, da sirene da Jacto, da televisão na praça, do toque do telefone do ponto de taxi, das músicas oferecidas nos finais de semana na praça de baixo, do barulho da via expressa, dos shows da Banda Hera, dos Voluntários da Pátria e do programa ao vivo do Cantagalo. Sem falar da gritaria da molecada nas ruas jogando futebol, brincando de esconde-esconde, pé na lata, carrinho de rolemã e andando de bicicleta em bandos.

Pompéia do Supermercado Pag-Poko, da sapataria do Tico, da locadora do João Ratão, do hotel Violeta e da livraria da dona Maria. Da sorveteria do seu Tercílio, do bazar do Luís, da relojoaria do Tanizaka, da Cooperjacto, da barbearia do Mario Moreti, do posto do seu Geraldo, do Bazar Central, do Foto Kosmo, do Fliperama, da loteria do Adi, da farmácia do Milton Hanada, da Casas Pernambucanas, da escola de datilografia do Pedro Haddad, da loja do seu Carmelino, da Barbearia do Chibata, da banca do Décio e da bicicletaria do Nakagawa. Da farmácia do Joaquim, da loja de skate Mad fox, da Princesinha, do Corradi, da lavanderia do seu Gumercindo, da padaria Esmeralda, da loja do seu Sebastião Pimenta, dos açougues do Boizão e dos Pinarelli, da Loja Saito,  da barbearia do seu Mario pai do Cuca, da Frangolandia, da Dímis, da Orgap, do INPS, da farmácia do Cremon, da sapataria do Takata, da Auto Elétrica do Candinho, da mercearia do Kihara, do escritório do Nico e do Santos Zaros, do hotel Santa Helena, do Chaplin, da loja de gás do Borrasca, do Ikeda e de tantos outros locais que por algum motivo ou outro, frequentei.

E como não falar do bar do Zuza, do Alemão, do Bandolim que depois virou Lisboa, do Jurunight, do bar da Dona Tereza, do Minu, do bar do Pillon na rodoviária velha, do bar do Zé Preto, da lanchonete do Capeleto, do trailler do Rignardi, do lanche do Pedrão, do bar do Mazega, da lanchonete do Carlinhos Manelão, do trailler do Gaúcho, do bar do Nininho e do restaurante Ponto de Encontro. Tantos sabores, tantos goles, tantas mordidas...

Hoje, dia 17 de setembro, Pompéia comemora mais um ano de história. Minha família e meus amigos ainda vivem por lá... A minha cidade natal continua sendo referência de alegria, emoções, tranquilidade e de muitas vivências. Que Deus continue a abençoar a nossa Cidade Coração, oportunizando vínculos de amor, amizade e fraternidade entre os moradores! Parabéns Pompéia!!!


imagem extraída de: https://www.flickr.com/photos/92036053@N06/15510458857